02/02/09

Freeport? Porto Livre? Será?

Tanto se fala nisso do Freeport que a gente fica quase sem assunto para o blog.
Mas será que é mesmo para levar a coisa à letra?
É que se for, falamos naturalmente de um Porto livre, não é?

27/01/09

Cena clássica

(Um contributo indirecto do nosso amigo que anda lá fora a lutar pela vida...)

Mulher - Onde vais?
Homem - Vou sair um pouco.
Mulher - Vais de carro?
Homem - Sim.
Mulher - Tem gasolina?
Homem - Sim.... coloquei.
Mulher - Vais demorar?
Homem - Não... coisa de uma hora.
Mulher - Vais a algum lugar específico?
Homem - Não... só andar por aí.
Mulher - Não preferes ir a pé?
Homem - Não... vou de carro.
Mulher - Traz-me um gelado!
Homem - Trago... que sabor?
Mulher - Morango.
Homem - Ok... na volta p'ra casa eu passo na loja e compro.
Mulher - Na volta?
Homem - Sim... senão derrete.
Mulher - Passa lá agora, compra e deixa aqui..
Homem - Não... é melhor não! Na volta... é rápido!
Mulher - Ahhhhh!
Homem - Quando eu voltar eu como um contigo!
Mulher - Mas tu não gostas de morango!
Homem - Eu compro outro... de outro sabor.
Mulher - Assim fica mais caro... traz de ananás!
Homem - Eu também não gosto de ananás.
Mulher - Traz de chocolate... nós os dois gostamos.
Homem - Ok! Beijo... já venho....
Mulher - Ei!
Homem - O que é?
Mulher - Chocolate não... Flocos...
Homem - Não gosto de flocos!
Mulher - Então traz de morango p'ra mim e do que quiseres p'ra ti.
Homem - Foi o que eu sugeri desde o princípio!
Mulher - Estás a ser irónico?
Homem - Não, não 'tou! Vou indo.
Mulher - Vem cá dar-me um beijo de despedida!
Homem - Querida! Eu já venho... depois.
Mulher - Depois não... quero agora!
Homem - 'Tá bom! (Beijo.)
Mulher - Vais no teu carro ou no meu?
Homem - No meu.
Mulher - Vai com o meu... tem leitor de cd... o teu não!
Homem - Não vou ouvir música... vou espairecer...
Mulher - 'Tás a precisar?
Homem - Não sei... vou ver quando sair!
Mulher - Não demores!
Homem - É rápido... (Abre a porta de casa.)
Mulher - Ei!
Homem - Que foi agora?!
Mulher - Bolas!!! Que bruto! Vai, vai-te embora!
Homem - Calma... estou a tentar sair e não consigo!
Mulher - Por que queres ir sozinho? Vais-te encontrar com alguém?
Homem - O que queres dizer com isso?
Mulher - Nada... não quero dizer nada!
Homem - Que é... achas que te estou a trair?
Mulher - Não... claro que não... mas sabes como é?
Homem - Como é o quê?
Mulher - Homens!!!
Homem - Generalizando ou falando de mim?
Mulher - Generalizando.
Homem - Então não é meu caso... sabes que eu não faria isso!
Mulher - 'Tá bem... então vai.
Homem - Vou.
Mulher - Ei!
Homem - Que foi, porra?
Mulher - Leva o telémovel, estúpido!
Homem - P'ra quê? P'ra me estares sempre a ligar?
Mulher - Não... caso aconteça algo, tens o telémovel.
Homem - Não... deixa estar...
Mulher - Olha... desculpa pela desconfiança, estou com saudades, só isso!
Homem - Ok, meu amor... Desculpa-me se fui bruto. Amo-te muito!
Mulher - Eu também! Posso cuscar no teu telémovel?
Homem - P'ra quê?
Mulher - Sei lá! Jogar um joguinho!
Homem - Queres o meu telémovel pra jogar?
Mulher - É.
Homem - Tens a certeza?
Mulher - Sim.
Homem - Liga o computador... 'tá cheio de joguinhos!
Mulher - Não sei mexer naquela lata velha!
Homem - Lata velha? Comprei-o o mês passado!
Mulher - 'Tá..ok... então leva o telémovel senão eu vou cuscar...
Homem - Podes mexer à vontade... não tem lá nada, mesmo...
Mulher - É?
Homem - É.
Mulher - Então onde está?
Homem - O quê?
Mulher - O que deveria estar no telémovel mas não está...
Homem - Como!?
Mulher - Nada! Esquece!
Homem - 'Tás nervosa?
Mulher - Não... não tou...
Homem - Então eu vou!
Mulher - Ei!
Homem - O que ééééééé, caralho?
Mulher - Já não quero o gelado!
Homem - Ah é?
Mulher - É!
Homem - Então eu também já não vou sair!
Mulher - Ah é?
Homem - É.
Mulher - Boa! Vais ficar aqui comigo?
Homem - Não ...'tou cansado... vou dormir!
Mulher - Preferes dormir a ficar comigo?
Homem - Não... vou dormir, só isso!
Mulher - Estás nervoso?
Homem - Claro, porra!!!
Mulher - Porque é que não vais dar uma volta para espairecer?!?!...

06/01/09

As mulheres e a flatulência

É uma hipótese, mais do que uma certeza.
É um ponto de partida para uma reflexão...ora vejam lá.

Relativamente a assuntos relacionados com flatulência as mulheres (o grosso da mulheres, para usar uma imagem que não foge ao tema...) vivem um permanente desconforto.
São elas que nos ensinam que é socialmente desadequado 'dar expressão à natureza' e são elas que não percebem a piada que nós achamos a tudo (a verdade é que é mesmo a tudo!) o que envolva o assunto.
Rimo-nos das anedotas, rimo-nos das cenas em filmes (inesquecível a cena do avô que, depois de um alucinante almoço, faz o seu habitual exercício de 'acondicionamento gasoso' no magistral Armacord, de Fellini - perto do minuto 6 neste excerto)...

...rimo-nos uns dos outros e, na vidinha do dia-a-dia, fazemos por não castigar a tal da natureza tempo demais. Ou seja, a nossa relação com um processo físico natural é bem mais saudável (ainda que talvez menos atraente do ponto de vista olfactivo).
Elas - quem as vê - até parecem diferentes; quando citamos as estatísticas - o ser humano médio 'larga-se' 12 a 18 vezes por dia - dizem: "Oh, que disparate! Isso pode lá ser!".
A nossa relação mais aberta com o assunto permite-nos, quais motoretas alegres, dar um contributozinho diário para aumentar o metano na atmosfera terrestre. Às vezes sentados, às vezes de pé; às vezes com um jeitinho de perna, às vezes acompanhando de forma elegante um abrir de porta. São anos e anos de convivência tranquila com a coisa.
Elas parecem viver em negação permanente. Não dão, acham feio que se dê e - "francamente!" - acham parva qualquer alusão ao tema.
Depois não sabem de onde vem a prisão de ventre, a barriga inchada e outras maleitas que tais...pois não.
Não me voltem a dizer que as mulheres estão mais sintonizadas com a Natureza do que os homens...não voltem...

25/12/08

21/11/08

Mel

18/11/08

Pequenas coisas...

...que fazem da vida um hino de paz e amor!



magistral!

12/11/08

007: onde estão as gajas de Ermesinde?

A saga 007 conseguiu atravessar gerações e sobreviver a épocas muito distintas da história política, económica e cultural do planeta porque sempre soube misturar - em doses deliberadamente excessivas - acção, máquinas poderosas e mulheres deslumbrantes. Nem mais.
Não me falem cá dos enredos, porque alguns eram absolutamente básicos e outros nem eram (a série em torno de Jason Bourne pode aqui ser usada para contraste).
Mas voltemos ao que interessa...havia máquinas, tiros e gajas.
Muitas e boas. Muitas e disponíveis.
Mesmo as vilãs, as tortuosas, as super-inteligentes...ou, possivelmente, sobretudo essas.


No mais recente filme, temos os carros - mas as novidades são...essa bomba tecnológica que dá pelo nome viril de Ford Ka - temos a maior quantidade de sempre de porradinha velha - os fãs de Chuck Norris, Steven Segal, Dolph Lundgreen e do velho Silvestre estão em casa - mas não temos as gajas. Há duas, em todo o filme: uma, que faz de loura burra, partilhando com o herói uma noite de simpatia para logo se arrepender e outra, que tem um papel mais activo mas que deixou sempre em casa o frasquinho do charme.
Não há um biquini sequer.
Não há uma cenazinha que chegue perto daquela da sauna com a russa perigosa.
Não há um ombrinho num espelho depois de um duche.
Nada.
Pistolas, granadas, facas e catanas à fartazana.
Cheirinho a Ermesinde - nicles.
Ora bolas...bolas sete!

05/11/08

shake that money maker

Neste que é um dia em que nos permitimos alguma dose de sonho...aí fica um desejo extra...

31/10/08

está quase...está quase...

(É um desvio à nossa rigorosa linha editorial, mas sinto-me compelido a fazê-lo Assume-se, portanto, o risco de perda de milhares e milhares de leitores do blog que, com legitimidade, possam sentir-se defraudados...afinal de contas é a foto de uma coisa que só parece uma gaja!)

Faltam poucos dias para terminar o pior período de oito anos da história dos Estados Unidos da América. Nunca como neste início de século aquele país se endividou tanto, perdeu tantos empregos, e fez tantos inimigos.

Podiamos dizer que a culpa foi toda deste asno, mas não seria verdade.
E isso é o que mais assusta o planeta, agora que estamos a quatro ou cinco dias das eleições.

Voltemos às ideias simples...

07/10/08

...uma piada básica, básica...
só para aligeirar isto...

OLHA LÁ!

TU VAIS SUJAR-TE TODA!

OH MENINA!

...O QUE É QUE EU DISSE?

OLHA PARA ISSO...TODA SUJINHA...

ANDA CÁ QUE EU LIMPO, VÁ, ANDA...ANDA CÁ...

04/10/08

Amigos Platónicos

28/09/08

Os Cinco Madrigalistas Modernos

Ainda não esgotada a gaveta da saudade do Oh Amigos Meus, recupero a brilhante actuação coral dos cinco madrigalistas modernos perante uma distinta plateia de entendidos na matéria. Atentai nas palavras - javardice do mais fino recorte:

Oh bucaiola
tu mi tradisci
tu dici: Vengo!
e invece tu pisci
Ma vaffanzum!...zum... zum..
Chi chiava tromba
chi tromba chiava...
e chi non tromba
si mena la fava!


E a minha tradução esforçadamente fiel:

Oh badalhoca,
tu me traíste
dizes: Venho-me!
e em vez disso tu mijas
..
Quem encava pina
Quem pina encava
E quem não pina
leva com a fava!


Um brinco...

24/09/08

Só agora...

Só depois de ver esta foto...

...conseguimos começar a entender a expressividade mais alargada de uma música assim...


Ora nem mais.
Andando e aprendendo.
Sempre.

16/09/08

Per favore Ricardino...

A ligação ao volante / a máquina como extensão peniana / a sensação de controle...arranje-se lá a explicação que se arranjar para a questão de fundo - o afecto maculino pelas máquinas com motores de combustão interna - o certo é que ela é um facto incontornável da nossa existência.
O saudoso Ricardo Patrese prova-nos isso mesmo numa situação de test-drive em que quis ter a companhia da sua adorada esposa...


PS: Assuntos relacionados com a Itália parecem estar a ter uma grande proeminência neste blog - alguém, a seu tempo, ainda precisará de fazer uma análise detalhada deste nosso tortuoso comportamento...